País ocupa 5º lugar no mundo entre as nações que utilizam esse caminho

Boa notícia para quem atua nos segmentos paralelos à Justiça tradicional: cresce o número de demandas a serem resolvidas em câmaras de arbitragem e não em tribunais tradicionais. Os dados são da Câmara de Comércio Internacional (CCI) e se referem ao ano de 2016.

O país fica atrás apenas de Estados Unidos, Ilhas Virgens Americanas, Belize e França. No entanto, ocupa o terceiro lugar na prática, porque as Ilhas Virgens atuam como “filiais dos Estados Unidos, podendo ser retiradas da lista.

A CCI tem escritórios em mais de 80 países e calculou que, no mundo todo, mais de 171 bilhões de dólares passaram pelos acordos de arbitragem, a maior parte, relacionadas a disputas entre países diferentes. No Brasil, os números orbitam acima de 6 bilhões de dólares, contando com negociações locais e internacionais.

Em entrevista ao site Jota, no artigo de Luís Viviane, a advogada Adriana Braghetta, vice-presidente do Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA), o aumento no uso de arbitragem por empresas “é resultado de uma lei bem concebida e da segurança jurídica que as cortes brasileiras imprimem para o empresariado ao respeitar os tribunais arbitrais. Além disso, ela lembra que a arbitragem é uma solução de litígios muito mais rápida que o Judiciário”.